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Normas Ligadas ao Setor Madeireiro Passam Por Revisão

Boletim Eletrônico Mensal - Número 691 • Abril de 2019

Normas em revisão

A Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM) participou de reunião no dia 26 de março, na sede do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo), promovida pela ABNT para a retomada dos trabalhos de revisão de duas normas ligadas ao setor de preservação de madeira.

A Comissão de Estudos CE-15 de Preservação de Madeiras iniciou a revisão da norma técnica ABNT NBR 16143 – Preservação de madeiras – Sistema de categorias de uso, publicada em 2013. As discussões contemplaram novos produtos preservativos desenvolvidos no mercado.

Já a CE-16 de Cruzeta Roliça de Eucalipto Tratado também deu início à análise do texto atual da norma técnica ABNT NBR 16201 – Cruzetas roliças de eucalipto preservado para redes de distribuição elétrica, publicada em 2013, com vistas à atualização.

Durante o encontro, foram definidos também os Coordenadores e Secretários de cada comissão, bem como o calendário das atividades das comissões e discutidos como serão incluídos os novos requisitos e tecnologias nos textos das normas.

Na avaliação do presidente da ABPM, Gonzalo Lopez, a participação das empresas associadas nas discussões técnicas é fundamental para uma atualização consistente das normas.

Representaram a ABPM o vice-presidente, Elcio Lacerda Lana, a coordenadora técnica e Diretora Adjunta de Normalização, Gisleine Aparecida da Silva, e a secretária executiva da Associação, Daphne Busto Matroni. Profissionais de empresas associadas à ABPM, pesquisadores e técnicos também participaram da reunião.


Receita Federal libera novos códigos do CNAE para atividade de tratamento da madeira

Por meio de uma ação liderada pela Associação Brasileiras de Preservadores de Madeira (ABPM), a Receita Federal do Brasil abriu novos códigos de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que darão visibilidade à atividade de tratamento químico da madeira.

De acordo com o contador que presta serviço à Associação, José Carlos Roberto, a medida deixará mais clara a emissão das notas fiscais e as informações que constam no cartão do CNPJ, com o detalhamento das atividades realizadas pelas empresas do setor de tratamento de madeira.

A ABPM irá disponibilizar orientações técnicas às empresas associadas, em breve.

NOVO ASSOCIADO

Madeireira Mantiqueira se associa à ABPM

A Madeireira Mantiqueira, localizada em Guaratinguetá (SP) é a nova associada à ABPM. A empresa atua como serraria há 12 anos e, mais recentemente, passou a realizar o tratamento em autoclave de eucalipto.

Com foco em clientes de varejo e construtoras, mas com uma parte das vendas destinadas a revendas, a empresa oferece soluções econômicas para construção ou reforma, principalmente nas regiões litorânea do Estado de São Paulo e Vale do Parnaíba.

“Decidimos nos associar à ABPM após a participação em um evento em 2018. Queremos estar mais perto do setor, trocar experiências com outras empresas e acompanhar as discussões sobre as normas técnicas”, afirma o proprietário da empresa, Wellington Pinto da Silva.

MERCADO

NT Expo – 21ª Negócios nos Trilhos

A principal feira do setor metroferroviário do país foi realizada em março, em São Paulo (SP). Entre as mais de 100 marcas que participaram do evento estavam fornecedores especializados em bilhetagem, construção e infraestrutura, eletrificação, gerenciamento de sistemas, operadoras de cargas e passageiros, manutenção, metalurgia e usinagem, sinalização, fabricantes de dormentes, peças e componentes, interiores e telecomunicações.

O evento contou ainda com rodadas de negócios. A feira aconteceu em um momento oportuno, quando o país começa a anunciar investimentos na malha ferroviária.

Fonte NT Expo

Rumo vence trecho de 1,5 mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul

A Rumo venceu no dia 28 de marco o leilão do trecho de 1,5 mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul. O lance foi de R$ 2,719 bilhões, o que representa um ágio de 100,92%.

O trecho que foi leiloado tem 1.537 km e vai de Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d’Oeste, em São Paulo. A ferrovia é tida como um dos principais projetos para escoamento da produção agrícola do país. Os investimentos devem chegar a R$ 2,7 bilhões. O prazo de contrato é de 30 anos. O lance mínimo previsto no edital era de R$ 1,35 bilhão.

Parte do grupo Cosan, a Rumo é a empresa resultante da fusão, em 2016, da Rumo Logística e da América Latina Logística (ALL). A empresa opera quatro concessões com cerca de 12 mil quilômetros de linhas férreas, principalmente nos estados de São Paulo e Mato Grosso e na Região Sul do país.

Mais duas concessões de ferrovia devem ocorrer nos próximos meses. Na lista, estão a Ferrogrão e a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Ambas estariam em estágio avançado e já passaram por consulta pública, segundo o governo federal.

Este é o primeiro leilão de ferrovias do governo em mais de dez anos. A última concessão ferroviária aconteceu em 2007, quando a VLI venceu a concessão do trecho da ferrovia que liga Porto Nacional a Açailândia (MA). O leilão da ferrovia foi anunciado no fim do governo de Michel Temer. Segundo o governo, à época, 95% da ferrovia estava concluída.

A Rumo tem agora dois anos para fazer a ferrovia operar. A demanda esperada para a ferrovia – tanto na malha própria como na de terceiros – em 2020 é de 1,7 milhão de toneladas. Em 2055, deve chegar a 22,7 milhões.

Fonte Site G1

Brasil se prepara para ter norma técnica para sistema construtivo com madeira

Prestes a completar três anos de trabalho, o processo de normalização do sistema construtivo wood frame, construções que utilizam perfis e painéis de madeira, além de outros componentes estruturais e permanentes, caminha para a reta final de consolidação do texto da norma técnica.

O trabalho, que vem sendo realizado a muitas mãos com a participação massiva de diferentes atores envolvidos no assunto (inclusive com participação da ABPM), conta com a colaboração de profissionais que se dividiram em quatro grupos de trabalhos: materiais, projetos, execução e desempenho. O objetivo foi envolver construtores, fornecedores, universidades, laboratórios, agente financiador, entre outros, para que todos pudessem contribuir e construir uma norma adequada à realidade brasileira.

Na avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), integrante da Comissão de Estudos, o potencial de consumo de produtos de madeira com a consolidação do sistema construtivo wood frame é muito promissor, principalmente, por conta da demanda habitacional do país. O entendimento é de que, a partir da publicação da norma, programas habitacionais do governo e outros agentes financeiros poderão incluir em suas linhas de crédito essa nova opção de construção, gerando, assim, escala de negócios para os produtos de madeira.

“Quando normalizamos os produtos, organizamos o mercado, porque garantimos um padrão e um nivelamento de informações. A normalização também possibilita o desenvolvimento de produtos certificados e conformes para o mercado e novos programas de certificações. Tudo isso traz reconhecimento dos órgãos oficiais, como Inmetro, ABNT etc, e a padronização é fundamental para acesso a financiamentos e garantias”, explica Paulo Pupo, superintendente da Abimci.

O superintendente lembra que o trabalho não termina com a publicação da norma técnica, e que esta responsabilidade deve ser compartilhada por todos os envolvidos. “Este é um trabalho conjunto para a consolidação de um sistema construtivo. Posteriormente à publicação, teremos que divulgar intensamente a norma”, enfatiza. Para Pupo, a norma técnica será um “divisor de águas” no mercado da madeira.

Será aberta uma “janela de oportunidades”, e não apenas para a produção de painéis para wood frame, como de toda a cadeia de suprimentos, que é bastante extensa. As indústrias de madeira serrada, decks, portas, pisos e de todos os segmentos de madeira processada podem ser diretamente beneficiados com este movimento na construção civil.

Fonte Portal Madeira e Construção