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Setor de preservação de madeira discute perspectivas e a importância do associativismo

Setor de preservação de madeira discute perspectivas e a importância do associativismo
Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM) organizou, no interior de São Paulo, o primeiro Workshop ABPM
Para aproximar as usinas de tratamento da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM), a entidade organizou, no início de abril, o “1º Workshop ABPM 2018: Preservação de Madeiras – Novas Perspectivas”, com o objetivo de oferecer conteúdo atualizado e estimular a troca de experiências entre as empresas. A proposta faz parte do planejamento estratégico da instituição para ampliar a atuação junto aos associados. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), com a empresa Madtrat como anfitriã.
O presidente da ABPM, Gonzalo Lopez, fez uma breve apresentação sobre a Associação e avaliou que, no setor, faltam informações e divulgação de trabalhos. Por isso, a entidade vem trabalhando para congregar todos os setores, dar apoio às usinas e também para desenvolver e consolidar o mercado. Ele ressaltou, ainda, o trabalho da ABPM para garantir a qualidade dos trabalhos de preservação de madeira e citou que as primeiras normas foram elaboradas pela instituição. “Só temos um mercado consolidado se ele tiver normas claras e abrangentes, envolvendo todos os aspectos de preservação de madeira”, garantiu.
No âmbito político, Lopez destacou que a ABPM mantém grupos que atuam junto aos órgãos governamentais para avaliar textos regulatórios e resolver questões fiscais. Mas esses não são os únicos trabalhos da ABPM. Para difusão de conhecimento, a Associação tem feito publicações e realizado cursos e treinamentos. A entidade também ampliou o foco, criando, um fórum de discussão na questão de preservação e proteção de madeira, e participa ativamente da organização conjunta do Wood Protection, em parceria com a Malinovski e a FG4 Mad Consultoria em Madeira, conferência sul-americana para discussão e atualização de conhecimento sobre o que está sendo feito no Brasil e no mundo.
Além disso, agora a ABPM começou a organizar os workshops para atender às demandas regionais que precisam de soluções. “Essa interação é essencial para o mercado. A informação tem que chegar às empresas, para que todos os envolvidos na cadeia estejam seguros. Isso vai trazer benefícios para todos”, afirmou.
Na avaliação do presidente, as ações da ABPM ajudam a estruturar o setor e, para ele, tudo só é possível com a união de esforços de todas as partes envolvidas no segmento, para que, assim, seja possível alcançar os avanços que o setor precisa.
“Temos uma série de desafios. A Associação existe para buscar soluções para problemas comuns. Esse é o nosso objetivo. Precisamos motivar, incentivar, participar. Se caminharmos juntos na mesma direção, estaremos mais perto de atingirmos a nossa meta. Unidos somos mais fortes do que caminhando cada um para seu lado”, completou.
Programa de qualidade
Durante o workshop, o diretor do Instituto Totum, Fernando Lopes, apresentou o Qualitrat, um programa desenvolvido pela ABPM que garante qualidade e legalidade ao consumidor de madeira preservada e que é realizado em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Segundo o diretor, o programa foi criado para que o setor pudesse ter um padrão para a qualidade, tanto dos produtos, como legalidade da empresa de modo geral, de seus associados. O Instituto Totum tem os programas auditados pelo Inmetro, o que, na avaliação de Lopes, traz seriedade ao trabalho.
Diretoria
O primeiro workshop contou com a presença de toda a diretoria da ABPM. Elcio Lana, vice-presidente da entidade, afirmou que são pessoas interessadas que vão fazer a diferença. Nesse sentido, agregar conhecimento e trazer mais empresas para a discussão é fundamental.
“Esses eventos trazem a possibilidade de termos contato direto com os representantes do setor, de levar ideia e difundir o conhecimento para todos, seja para quem produz, seja para quem utiliza. O grande foco da ABPM é o consumidor e o mercado da madeira preservada. Nosso maior desafio é nos organizarmos, e a Associação é o fórum ideal para isso, mas só vamos conseguir crescer se tivermos um espírito associativo”, garantiu.
Jackson Cesar Correa Alves, diretor adjunto de Relações de Mercado, da empresa anfitriã Madtrat, avaliou que o evento serve para mostrar as oportunidades que existem no mercado e o que pode ser feito.
“Temos um produto que é uma solução real para o sistema construtivo. Precisamos dar valor a esse setor. Para isso, conhecer a ABPM é fundamental, e os workshops vão ajudar. A entidade faz muito, é responsável por uma visão de mercado e tem ações de amplitude. Nosso setor tem muito a crescer. Temos uma movimentação expressiva no país e, por isso, precisamos fortalecer o associativismo, para que possamos ter mais empresas participando e trocando conhecimento”, destacou.
Para fechar o encontro, Silvio José de Lima, diretor-tesoureiro da ABPM, falou que os eventos são interessantes, porque levantam o que o setor precisa. Ele cita que há anos o segmento clama por um selo e a ABPM atendeu ao pedido.
“É um universo próximo de nós. Precisamos mesmo nos organizar, e a ABPM é o caminho. Precisamos ter padrão, e o Qualitrat é o caminho. Padronizar e organizar traz credibilidade. Vamos explorar esse setor melhor do que estamos fazendo hoje”, completou.
Para engenheiro civil, madeira é o material do futuro para atender à demanda crescente por habitação
Quando se projeta o mundo para daqui a 20 anos, é impossível não falar sobre o aumento da demanda de construções. Estima-se que, em 20 anos, serão necessárias habitações para 2,5 bilhões de pessoas. Neste cenário, a grande preocupação é com relação ao material utilizado para as construções dessas residências, já que o concreto ainda é a principal opção. Porém, com o aquecimento global, construir residências para 2,5 bilhões de pessoas utilizando o cimento é um grave problema. Esse foi o alerta feito pelo engenheiro civil Guilherme Stamato, diretor da Stamade Projetos e Consultoria em Estruturas de Madeira, durante o 1º Workshop ABPM 2018: Preservação de Madeiras – Novas perspectivas.
“É fundamental falar da importância da construção com madeira no Brasil e no mundo. Ao redor do mundo, a madeira já vem sendo muito utilizada como material construtivo de alta tecnologia, pois com a expectativa desse aumento da demanda por habitações, os países começaram a se preocupar em como construir com um material renovável, que não emita CO2, reduza o consumo de energia nas residências e que seja durável. Tudo isso de adequa à madeira”, garantiu.
Além dos benefícios ambientais, Stamato destacou que é possível também mudar a “cara” das cidades, pensando no crescimento que acontecerá nos próximos anos, tornando as construções mais agradáveis e menos impactantes. Ele reforça, ainda, que, hoje, já é possível construir tudo em madeira.
As construções com madeira tratada têm diversos nichos, segundo o diretor da Stamade. Um deles é a industrialização das estruturas, que está diretamente ligada ao consumo de madeira proveniente de florestas plantadas. Stamato lembrou que essas estruturas devem seguir a norma brasileira ABNT NBR 16143:2013 de preservação de madeiras, e destacou o importante trabalho da ABPM para isso. Segundo ele, seguir a norma dá suporte para que seja possível discutir com órgãos públicos os benefícios da madeira na construção civil.
Mesmo com inúmeros benefícios em torno da utilização da madeira Stamato, avalia que o mercado ainda enfrenta muitas dificuldades. Para ele, a falta de organização e de padronização do setor madeireiro causa perda de credibilidade, e é neste quesito que o segmento perde força para os outros setores.
“O setor madeireiro não está organizado. Se temos essas dificuldades, precisamos encontrar soluções. Um dos caminhos é fortalecer as associações que defendem o setor. Não adianta uma empresa tentar; temos que ter uma entidade setorial, que não defende apenas um interesse particular. É isso que vai trazer competitividade para o setor”, salientou.

NOVO ASSOCIADO
O workshop rendeu frutos para a ABPM. Uma das empresas participantes, Tramal Tratamento de Madeiras, aproveitou o encontro para se associar. Bruno Rubinato, sócio-proprietário da empresa, avaliou que eventos como esse são muito produtivos e trazem muito conhecimento. Mas, para ele, o setor ainda precisa de mais união.
“Aprendemos muito, tiramos muita coisa para aplicar no nosso dia a dia. É importante para o nosso setor, porque isso agrega conhecimento. Agora, precisamos trabalhar juntos. Minha empresa tem duas usinas de tratamento de madeira. É importante estarmos associados à ABPM, participarmos de uma associação que nos representa. Temos que estar juntos para agregar, para aprender, para alavancar nossos negócios e fazer o setor crescer. A união traz a força e somente unidos é que vamos fazer a diferença. O setor tem muito a crescer e as empresas também têm muito a evoluir e se modernizar”, admitiu.

Comunicação estratégica está na pauta de 2018
Para promover a ABPM e todo o setor, a Associação está desenvolvendo um planejamento de Comunicação e Marketing, com o objetivo de fortalecer a imagem institucional da entidade, ampliar a atuação junto aos associados e levar às empresas associadas informações de mercado, técnicas e comerciais, que contribuam para a geração de negócios e fortalecimento setorial. A Dash 7 será responsável pela criação de uma nova presença digital para a ABPM, e a diretora da agência, Joseane Knop, participou do workshop para apresentar o plano.
“Queremos que o trabalho da ABPM seja visto, tanto para os associados, como para o mercado em geral. Nosso objetivo é unir forças. No planejamento está prevista a reformulação do site, que vai se transformar em um portal de notícias e terá um espaço exclusivo para os associados. A Associação também terá presença nas redes sociais. Além disso, vamos trabalhar com assessoria de imprensa, para mostrar o trabalho da ABPM e as informações sobre o setor. Também vamos fazer com que a Associação tenha mais força e os associados participem mais”, explicou.
Novo centro de pesquisa do Grupo Lonza
O grupo suíço Lonza inaugurou, em fevereiro, o Salto Technology Center (STC) no município de Salto, interior de São Paulo. Com 1.600 metros quadrados de área, o STC conta com 13 laboratórios de pesquisa e oferece serviços técnicos e aplicações de produtos, o que permitirá o desenvolvimento de soluções customizadas para clientes em suas seis áreas de negócios: Biociências, Cuidados ao Consumidor, Nutrição e Higiene, Revestimentos e Compostos (que também engloba o segmento de proteção à madeira), Agro Ingredientes e Tratamento de águas.
Com seus laboratórios, salas de treinamento, de reuniões e instalações de suporte, o complexo servirá como Centro de Excelência para compartilhar tecnologias, ingredientes, sistemas de diagnóstico e conhecimento utilizados nessas diferentes unidades de negócios.
O Salto Technology Center possui infraestrutura e equipamentos de ponta, bem como uma equipe multidisciplinar de pesquisadores altamente qualificados, incluindo químicos, biólogos, microbiologistas, farmacêuticos e agrônomos que estão em parceria com universidades e outros centros de pesquisa nacionais e internacionais.



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