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2º Workshop ABPM debate perspectivas para o uso da madeira preservada

BOLETIM SETEMBRO 2018
2º Workshop ABPM debate perspectivas para o uso da madeira preservada

A segunda edição do Workshop ABPM 2018 – Preservação de Madeiras: Novas Perspectivas reuniu representantes de empresas associadas e não associadas para uma manhã de troca de informações, acesso a novos conteúdos e integração. Confira os principais temas abordados durante o encontro.

CONSTRUÇÃO
O coordenador da Comissão de Estudos da ABNT para a norma técnica do sistema construtivo wood frame, o engenheiro civil e economista Euclesio Manoel Finatti, apresentou durante o evento um panorama do atual momento da construção civil e as oportunidades para o segmento de madeira com as possibilidades do uso de sistemas construtivos como o wood frame.
Na avaliação do engenheiro, sistemas que têm a madeira como elemento principal saem na frente quando o assunto é construção sustentável. Ele lembrou ainda que a necessidade de aliar inovação, economia e desempenho conferem pontos de vantagem a sistemas como o wood frame. Mencionou também o exemplo de países como Alemanha, Canadá, Finlândia que são referência no uso da madeira na construção civil.
Finatti destacou o trabalho que vem sendo realizado pela Comissão de Estudos da ABNT para a criação da norma técnica para o wood frame. O trabalho irá atender edificações de até dois e cinco pavimentos.
E apresentou dados que indicam oportunidades para a construção civil. De acordo com Finatti, a estimativa futura por moradia no Brasil até 2023 é de 21,3 milhões de domicílios. “Além disso, um Estudo da ONU estima que o déficit na América Latina e Caribe chega a 51 milhões de habitações”, afirmou.
O engenheiro civil e economista alertou para a ausência de propostas dos candidatos à presidência da República que mostrem como serão gerados novos empregos. “A construção civil é um dos segmentos com maior potencial para isso e pouco se fala nesse ponto”, afirmou.

DORMENTES
“É preciso pensar fora da caixa e perceber as oportunidades dentro do setor ferroviário”. Essa foi a principal mensagem deixada pelo diretor da FG4Mad, Flávio Geraldo, ao apresentar o cenário e as perspectivas no segmento de dormentes.
Com apenas 24% da matriz brasileira apoiada no transporte ferroviário, contra 81% na Rússia, o Brasil, na avaliação de Geraldo, tem um grande potencial para o consumo de dormentes de madeira.
Indicado para distâncias superiores a 400 km, o transporte ferroviário, segundo o diretor, é inclusive mais econômico. “Enquanto um caminhão consome 2,3 litros de diesel por 100 km, um trem de carga gasta o equivalente a 0,5 litro de diesel para percorrer a mesma distância”, afirma.
Na avaliação de Geraldo, ainda falta articulação política e institucional por parte do setor para acompanhar os investimentos previstos em linhas férreas, evitando que os dormentes em madeira sejam substituídos por outros materiais. E lembrou que é preciso valorizar as vantagens competitivas ambientais e técnicas da madeira, quando comparada a outros produtos.
Saiba mais sobre as perspectivas de novos investimento no setor ferroviário aqui:
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NORMAS
A coordenadora técnica da ABPM e pesquisadora do IPT, Gisleine Silva, levou aos convidados do workshop informações sobre as vantagens das empresas apostarem na normalização dos produtos. Na opinião da especialista, “caro é comprar errado ou um produto de má qualidade”.
Entre as vantagens qualitativas estão a utilização adequada de recursos, a facilitação do treinamento de mão de obra, a possibilidade de registro do conhecimento tecnológico, a melhora do processo de venda e contratação de tecnologia. Já em relação aos aspectos quantitativos, os pontos positivos aparecem com a redução do consumo de materiais, uma maior homogeneidade da produção, fornecimento de procedimentos para cálculos e projetos, aumento da produtividade, melhoria da qualidade e controle de processos.
“Além disso, as normas são instrumentos que desenvolvem e regulam o mercado, estabelecendo parâmetros que orientam tanto o produtor quanto o consumidor”, afirmou.

QUALIDADE
Fernando Lopes, do Instituto Totum, apresentou aos convidados as ações do Programa de Autorregulamentação da ABPM – Qualitrat. De acordo com Lopes, a certificação considera critérios de habilitação e idoneidade jurídica, gestão da qualidade de processos, gestão ambiental, regularidade social, trabalhista, gestão de Saúde e Segurança, além de compromissos éticos e de responsabilidade social. O objetivo, segundo o especialista, é ampliar a participação das empresas associadas, com o objetivo do setor oferecer ao mercado uma quantidade maior de produtos certificados.

ELEIÇÃO

Próximo biênio será de promoção do uso da madeira preservada

Ações passam pela valorização da qualidade, desenvolvimento técnico, comunicação e estímulo ao uso da madeira

A ABPM elegeu no dia 5 de setembro, em assembleia, a diretoria que estará à frente da associação pelo próximo biênio 2018-2020. Reconduzido ao cargo de presidente, Gonzalo Lopez afirmou que o trabalho estará focado na defesa de interesses dos associados, na promoção do progresso técnico da preservação de madeira e no fortalecimento do setor.

“Entre os desafios que teremos pela frente estão o de ampliar o número de empresas certificadas pelo Qualitrat, incluindo o programa no processo de compra; ampliar quadro associativo e formar uma comissão interna para discussões da destinação de resíduos”, afirmou o presidente. O objetivo final, segundo a diretoria eleita, é aumentar o uso da madeira trata no mercado.

Para isso, as estratégias passam pelo trabalho de Comunicação e Marketing, já iniciado em 2018. Além de um novo posicionamento nas redes sociais, por meio de conteúdo informativo, estão sendo realizadas ações de relacionamento com a imprensa e reformulação do site na internet. Será planejada também uma série de iniciativas em comemoração aos 50 anos de fundação da Associação, que serão celebrados em agosto do ano que vem.

Ainda segundo Lopez, na parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), os objetivos são permanecer com a retaguarda técnica oferecida pela instituição, manter convênios com laboratórios e os custos de ensaios e análises diferenciados, aumentar oferta de ensaios e análises, além de incentivar ensaios em campo de apodrecimento.

A entidade tem como proposta ainda, difundir conhecimento por meio de publicações, cursos e treinamentos, workshops e participação em eventos nacionais e internacionais.

Um dos eventos programados para 2019 é a segunda edição da 2ª Conferência Sul-Americana de Tecnologia para Proteção de Madeira – WoodProtection, em parceria com a Malinovski e a FG4Mad, em setembro, em Curitiba (PR), como parte da programação da Semana Internacional da Madeira. A primeira edição do evento foi muito bem avaliada, de acordo com o diretor da Malinovski, Ricardo Malinovski. Segundo pesquisa realizada com os participantes, 100% dos entrevistados afirmaram que as palestras ficaram entre boas e ótimas.

Diretoria eleita

Presidente

Gonzalo A.C. Lopez – IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

Vice-presidente

Elcio Lacerda Lana – Arch Química Brasil Ltda. (Grupo Lonza)

Diretor secretário

Jackson Cesar Correa Alves – Madtrat Madeiras Tratadas

Diretor tesoureiro

Silvio José de Lima – Montana Química S/A

ASSOCIADOS

Sócio honorário

O diretor da FG4Mad, Flávio Carlos Geraldo, foi convidado pela ABPM para compor o quadro de sócios honorários da entidade. A honraria é concedida aos profissionais que se dedicam de forma incontestável para o desenvolvimento do setor de madeira preservada no Brasil e pela valorização da representatividade institucional por meio da entidade.